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Se calhar já chega. O Presidente Marcelo é popular, é acessível, é disponível e está sempre ao lado de cada português que precisa. Mas fazer diretos do Palácio de Belém minutos depois do apuramento da Seleção Nacional de Futebol para os Oitavos de Final do Campeonato do Mundo parece-me exagerado. Ir à flash interview do jogo da eliminação e ensaiar uma declaração oficial anti-depressiva… parece-me que é ridicularizar o cargo.

E não me assusta que Marcelo caia no excesso… é suficientemente inteligente para saber quando tem de travar – digo eu. O que me deixa preocupado é que na cabeça dos eleitores isto se institucionalize e daqui a uns anos, quando tivermos que voltar a escolher um Chefe de Estado, nos parece mais natural eleger um entertainer, um Cristiano Ronaldo ou um Trump simpático, do que escolher um líder honesto e capaz de nos dizer o que precisamos de ouvir.

DIA VENCIDO #14342

 

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