O 10.º risco na parede

Geral

Do gentílico Mealhadense

INTERVENÇÃO

[2407.] mealhadaAcompanho a política dos concelhos vizinhos e vejo, em vários cartazes, panfletos, sinais, o gentílico da sede do concelho – que em Portugal dá nome ao Município – a ser usado para englobar todos os cidadãos desse mesmo território. Um mortaguense é um mortaguense, quer …

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O meu caminho

DIA VENCIDO

[2406.]

caminhoFaz hoje dez anos que fiz o meu primeiro caminho de Santiago. O Caminho Português, desde Valença… o clássico, feito por grande número de tugas da minha idade. Há dez anos não era significativo o número de pessoas que fazia ou já tinha feito o …

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Os dados estão lançados

INTERVENÇÃO

Será que agora podemos passar às ideias? passar aos projetos? passar às alternativas? Será que os candidatos que dizem querer fazer a diferença podem dizer o que têm de diferente para fazer pela nossa comunidade?
Até agora só se ouviu uma única critica à candidatura de Rui Marqueiro e do PS: a de que é mais do mesmo! A piadola dos “velhos vendidos como novos” já foi repetida à exaustão!
Mas, no entanto, negam que esta campanha seja uma campanha pessoal! Asseveram “rasgando as vestes”… que querem um concelho diferente, de futuro, com futuro… mas apresentar o caminho para esse futuro é que até agora nada!
E isso mostra bem o vazio em que se encontram… apresentam-se a votos para cumprir calendário, para não desagradar às cúpulas dos partidos de Lisboa ou de Aveiro e como não têm nada para fazer criticam as pessoas por serem baixas, gordas ou altas e magras, ou por qualquer outra coisa… como serem muito novas e muito velhas… por serem sempre os mesmos… ou por não terem trabalho feito… criticam, simplesmente.
Mas agora é tempo de apresentar propostas.

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Servir a Mealhada Linda

INTERVENÇÃO

Uma coisa o comandante sabe, sempre soube: Sou o mais ‘Felgueirista’ dos mealhadenses. Se receber a confiança dos mealhadenses procurarei ser, como ele me ensinou pelo exemplo a ser: próximo sem deixar de perceber a missão, descontraído sem ser displicente, atento sem ser controlador, exigente sem ser autoritário, amigo sem deixar de ser crítico, operacional sem deixar de ser metódico, pragmático sem deixar de ser fiel.
Obrigado Comandante!

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No dia de aniversário do Filipe

DIA VENCIDO

Em 2000, no dia de hoje, estava em Barcelona. Eu e o meu irmão em viagem inter-rail por Espanha. Já tínhamos dormido dormido na rua em Ourense, já tínhamos fugido de muito calor em Burgos e de uma bomba numa rua paralela à da Pousada da Juventude onde dormíramos, em San Sebastian. De casa vinha a mensagem paterna: Não volta a rebentar mais nenhuma bomba nesse sítio… Voltaríamos a viver o mesmo cagaço em Madrid, daí a uns dias.

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Grandes Autarcas do Concelho da Mealhada #01: JOAQUIM DA CRUZ

OPINIÃO
[2402.]

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Faz hoje, 5 de agosto de 2017, cento e dois anos que foi inaugurada a Fonte do Garoto, na Pampilhosa, no centro da localidade. A efeméride fez-me lembrar JOAQUIM DA CRUZ (1884-1975), presidente da Comissão Municipal Republicana, e presidente da Câmara Municipal da Mealhada em 1912 e 1913, em 1919. Um grande republicano e uma grande personalidade do Poder Local no concelho da Mealhada.

 

JOAQUIM DA CRUZ

(Breve síntese)

Joaquim da Cruz nasceu na Praia do Ribatejo, no concelho de Vila Nova da Barquinha, distrito de Santarém, no dia 17 de Setembro de 1884. Filho de Thomaz da Cruz, natural de Dornes, do concelho de Ferreira do Zêzere, era proprietário e negociante. A mãe, Rosa Maria, era natural de Paio de Pele, o nome original da Praia do Ribatejo e era doméstica.

Thomaz da Cruz era um dos dois madeireiros da Praia do Ribatejo, a firma Thomaz da Cruz & Filhos, com fábrica de serração a vapor. Abriu sucursais em Caxarias (Ourém), Carriço (Pombal) e Pampilhosa (Mealhada). Joaquim tinham mais três irmãos Francisco (licenciado em Direito e Deputado na I República), e ainda José e António.

Com a entrada em funcionamento, em 1882, da linha de caminho de ferro da Beira Alta, a Pampilhosa começou a transformar-se por completo. A actual parte baixa de Pampilhosa, onde em 1870 não havia qualquer prédio, foi ocupada por algumas fábricas, armazéns e residências em poucos anos. Só cerâmicas chegou a haver quatro. A primeira fábrica de serração de madeiras a ser instalada foi a Thomaz da Cruz & Filhos, junto à via férrea e um pouco a sul da estação, isto no ano de 1905. Ficaram à frente da dita fábrica os irmãos Joaquim e Francisco da Cruz que, desenvolvendo grande actividade, deram grande nomeada à Firma, exportando madeira trabalhada para diversos pontos do País através do caminho de ferro. Foi o caminho de ferro e a consequente instalação de indústrias de barro e de madeira que muito contribuiu para a criação de um pólo industrial e populacional da menos populosa Freguesia do Concelho de Mealhada que, em 1880, somava pouco mais de 650 moradores e, em 1910, já perto de 1500.

A esse surto de desenvolvimento sempre esteve ligado o nome de Joaquim da Cruz, com o seu dinamismo e a sua simpatia, levando-o a ser considerado e respeitado na terra. De facto, Joaquim da Cruz, republicano dos quatro costados, democrata e anti-clerical, muito cedo se embrenhou na politica local, ainda durante o regime monárquico, entusiasmando-se pelo desenvolvimento de uma comunidade que crescia e passou a considerar como sua.

Em 1906, com um grupo de amigos, está na linha da frente da construção do cineteatro da Pampilhosa e na criação do Grémio de Instrução e Recreio, de cuja direcção viria a ser o primeiro presidente, em 1913. Este espaço era a única casa de espetáculos no sul do Distrito de Aveiro.

Com a implantação da República, em 5 de outubro de 1910 e com ela torna-se o Presidente da Comissão Administrativa responsável pelo governo do Municipio da Mealhada na transição entre regimes. Voltaria a ocupar o lugar, por eleição, em 1911, 1917 e 1919.

Em 1912 foi por iniciativa de Joaquim da Cruz que nasce o Sindicato Agrícola, para defesa dos camponeses do Concelho, iniciativa que se revelou efémera. O seu trabalho como autarca confunde-se com o período de grande ação política local que se seguiu à implantação da República.
Fez parte da Comissão para a construção de um fontanário artístico que viria a ser inaugurado em 1916 e ficou a ser conhecido por Fonte do Garoto, escultura em bronze da autoria do Mestre António Teixeira Lopes. Fundou, em 1913, a Tuna Recreativa de Pampilhosa, que vai dar origem à Filarmónica Pampilhosense, ainda hoje existente.
Em 1920 teve a ideia de, conjuntamente com outros industriais da Pampilhosa, criar uma espécie de Caixa Mutual, para a que também contribuíram os operários com um pequeno desconto nos seus salários. Como os operários não concordaram, a ideia gorou-se. Porém embora com alterações, a ideia voltou a ser tratada por alguns industriais, acabando por ser criada a Associação de Socorros Mútuos 7 de Agosto, em 1921. Ainda apoiou Francisco Mourão na iniciativa da criação da Casa da Sopa dos Pobres.
Em 1924 ajudou a criação do Pátria Foot-Ball Club e deu apoio a Adriano Teixeira Lopes e Joaquim Pires na formação de Empresa Cinematográfica Pampilhosense, da qual inicialmente foi sócio. Por essa altura, Joaquim de Cruz defendia tornar-se imperioso construir um Bairro Operário e aprovar um plano geral de urbanização, dado o seu crescimento populacional, industrial e comercial, melhorando os arruamentos e o asseio. Chamou atenção para a falta de critérios nas edificações, necessidade de abertura de novas ruas e construção de uma Passerelle sobre as linhas para acesso à Estação. Também apelou aos proprietários para construírem edifícios com bom gosto, de forma a que, futuramente, a Pampilhosa fosse mais atraente.
Ele mesmo mandou construir um belo e grandioso edifício, junto à fábrica de serração, edifício esse a que deu o nome de sua mãe Vila Rosa. Ainda hoje um belo Chalet, conquanto semi-arruinado, por longo abandono. Á sua custa, mandou plantar várias árvores nas orlas das estradas da Freguesia de Pampilhosa. Em 1923, Joaquim da Cruz e Albano Christina convenceram Joaquim José de Melo a autorizar graciosamente a canalização de água de abundante nascente junto ao pinhal de Gândara, até perto da zona habitacional. Construiu-se então um aqueduto com mais de trinta arcos e essa fonte passou a ser a Fonte do Melo, inaugurada em 1925.
Em, 1926, quando se pensou em fundar uma Corporação de Bombeiros, Joaquim da Cruz logo deu o seu incondicional apoio e, com Adriano Teixeira Lopes, encabeçou a Comissão Organizadora. Na primeira eleição, focou a presidir à Assembleia-geral. Depois, por vários anos, Presidente da Direcção e Primeiro Comandante, tendo colocado à disposição dos Bombeiros, graciosamente, um seu armazém que serviu de Quartel durante quinze anos. Em 1931 vendeu ao B. V. P. o seu automóvel Turcat-Méry pelo preço simbólico de 3.000$00. Passou a ser o Pronto-Socorro nº1.

Provavelmente a maior obra de Joaquim da Cruz para os pampilhosenses foi a Escola Democrática Thomaz da Cruz, custeada por ele e pelo seu irmão Francisco e a quem deram o nome do progenitor. A firma ofereceu o terreno, e custeou as obras de edificação – cuja inauguração aconteceu em 1923 – e futuras ampliações. Foi ali que durante décadas os pampilhosenses tiveram acesso à instrução.

Grande benemérito, industrial activo, dos vultos mais actuantes do Partido da União Republicana no Município, sempre bem-humorado, de espírito e corpo sãos, Joaquim da Cruz era um bom cavaqueador, despretencioso e de sorriso comunicativo. Seus amigos diziam que, quando calado, atraia e a falar, encantava.

A oito de Dezembro de 1923, Joaquim da Cruz casou na Figueira da Foz com D. Maria Rita dos Santos Carvalho, filha de Manuel José de Carvalho e irmã de Joaquim Carvalho, da Figueira da Foz.
No período que se seguiu à II Guerra Mundial, principalmente no início dos anos cinquenta, a crise acentuou-se e as fabricas a pouco e pouco, começaram, a fechar. Vários ferroviários emigraram para Africa, outros vão para França, a população pampilhosense reduz-se, continuando, no entanto, a ser a mais elevada nas Freguesias do Concelho de Mealhada. Joaquim da Cruz que, a pouco e pouco, se vinha afastando da vida activa, social e económica, encerra a fábrica de serração. Acaba por a vender, conjuntamente com a Vila Rosa, à Sociedade de Adubos Ceres.
Joaquim da Cruz faleceu na Pampilhosa no dia 3 de Agosto de 1975, ficando sepultado, na sua terra natal, Praia do Ribatejo.
Admirador de António José de Almeida e Norton de Matos, Joaquim da Cruz era um republicano indefectível. O seu irmão mais velho, Francisco da Cruz, chegou a ser deputado nacional por três vezes.

http://www.nunocanilho.pt/2015/10/2208-discursar/

05SET1962 – JC AO CENTRO 1907 – GRUPO DE AMIGOS 1934 – CMDT DOS BV PAMPILHOSA BVP – SEDE ESCOLA THOMAZ DA CRUZ JC COM DOIS AMIGOS ESPANHOIS JC COM JOVENS JC E ESPOSA JC NA VILLA ROSA Joaquim da Cruz e 4 amigos. ÔÇö com Firmino Brito da Costa, Joaquim da Cruz e Jos+® Miranda. MANIFESTO REPUBLICANO PACKARD DOS BVP

Faz hoje, 5 de agosto de 2017, cento e dois anos que foi inaugurada a Fonte do Garoto, na Pampilhosa, no centro da localidade. A efeméride fez-me lembrar JOAQUIM DA CRUZ (1884-1975), presidente da Comissão Municipal Republicana, e presidente da Câmara Municipal da Mealhada em 1912 e 1913, em 1919. Um grande republicano e uma grande personalidade do Poder Local no concelho da Mealhada.

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O futuro a caminhar à nossa porta

INTERVENÇÃO

[2401.]

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Caminho de Santiago bate novo recorde de peregrinos, com os números de Julho de 2017. 8980 peregrinos fizeram o Caminho Português, 19% do número total de peregrinos (47470). Pela Mealhada terão passado 430 peregrinos só no mês de Julho de 2017

Saídas declaradas: Faro …

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Não caminharás sozinho #01

INTERVENÇÃO

[2400.]

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Dez anos separam estas imagens. A mesma cumplicidade. Seria possível encontrar imagens semelhantes nos vinte anos anteriores à foto mais antiga. É assim a amizade que as pessoas nutrem umas pelas …

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Ser contra ninguém!

INTERVENÇÃO

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Estas palavras da Joana Sá Pereira, na sessão de apresentação de sexta-feira, parecem-me sintetizar bem a postura que deve ter alguém que se candidata a uma autarquia local. Perante os dois caminhos que se deparam – combater em nome do desenvolvimento ou combater o …

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