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Nunca fui grande praxista. Mas como sempre vivi entre praxistas, aprendi a respeitar a praxe e a fomentar uma prática praxista tradicional.
Nunca fui padrinho de nenhum caloiro. Mas corrijo todos os estudantes do sexo masculino que se referem à capa e batina como ‘traje’. Nunca permiti que à minha frente faltassem ao respeito a um caloiro. Mas por várias vezes recorri ao meu estatuto de quartista, quintanista ou veterano de direito para humilhar um semi-puto armado em galifão.
Enquanto fui caloiro – de Outubro de 1997 até Maio de 1998 – devo ter feito milhares de declarações a doutoras… algumas boas outras nem por isso… (as declarações, claro está) e, para mim, a praxe sempre serviu como meio de integração.
Do mesmo modo que defendo que a praxe é de Coimbra e o resto é palhaçada, também defendo que o código da praxe estabelece a praxe dos homens e as mulheres que se (des)entendam, e por isso acredito que as alterações feitas ultimamente foram cagada feita por caloiros de caca… ou semi-putos galifões.
Serenata às 24h de sexta, concertos à hora da serenata, mais dias de parque (ou de queimódromo) não tem nada de tradicional, de praxista, nem tem nada a ver com Bolonha. Tem a ver com bebâdos que querem mais dias para fazer figuras tristes, e com chulos que querem mais dias de parque e mais comissões de empresários e coisas que tal.
Quanto ao cortejo ao domingo sou menos radical… nunca percebi como é que uma cidade conseguia parar, literalmente, para ver passar um cortejo de bebâdos acríticos.
Viva a praxe – mas a do meu tempo e a da Real e Autoproclamada República da Casa dos Malvados, à Rua dos Combatentes, 158 – Domus Bandarilheiri Pinatorum